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Frio intenso danifica placas de aquecedores solares em Brusque

Com as baixas temperaturas dos últimos dias, duas empresas que trabalham neste segmento em Brusque registraram, juntas, mais de 20 ocorrências relacionadas ao problema.

A Soltec e a SB explicam que próximo de zero grau, ocorre o congelamento da água dentro dos coletores e as placas podem estourar. Há um cobre dentro da placa, que capta o calor do sol. A água passa por esses tubos, mas quando a temperatura chega a dois graus ou menos, principalmente em locais com menos incidência de sol, a água congela e se expande. Com isso, abre uma fissura no tubo de cobre, que fica vazando água.

Depois que a temperatura volta ao normal, a água descongela e o sistema volta a funcionar normalmente, porém, com a fissura, continua o vazamento.

O proprietário da SB, Charles Baumgartner, afirma que com o frio intenso a água tende a congelar. “Quanto menor o fluxo de água, mais probabilidade dela congelar, e com essa mudança de estado sólido para líquido estoura a placa”.

O proprietário da Soltec, Pablo Badura, diz que dentro da placa tem um cano de cobre, que é um metal mole. Pressionado este metal, pode soltar na solda ou no próprio caninho, que irá furar devido à pressão.

Baumgartner conta que depois do frio mais intenso do último fim de semana, está com 20 pedidos de atendimento relacionado a vazamentos. Ele diz que a empresa está verificando se a placa estourou ou se a válvula de congelamento abriu e não fechou. “Isso não quer dizer que o produto do cliente é ruim. É que com estas baixas temperaturas pode acarretar o congelamento dentro do coletor”.

Na Soltec, segundo o proprietário, foram dois registros. Ele lembra que em mais de 35 anos de empresa a danificação devido ao frio ocorreu apenas em três anos: 1991, 2000 e 2013. “É raro acontecer, mas pode ocorrer. Num cliente, por exemplo, que tem seis placas, apenas uma se danificou. É relativo, o frio pode ser mais intenso numa região do que na outra”.

Conserto

É possível em alguns casos realizar o conserto das placas solares. O proprietário da Soltec diz que deve-se tirar a placa, o vidro, soldar o cano e colocar depois o vidro e a placa novamente. “É mais difícil porque tem que retirar do telhado, abrir as cantoneiras de alumínio, os caninhos de cobre e ver onde está furado”.

Já o proprietário da SB afirma, que quando possível, pode-se restabelecer o cano e o vidro. “Alguns casos não se consegue fazer o conserto. Quando dá, custa em média entre R$ 250 e R$ 300 por coletor”.

Precaução

Badura diz que uma forma de evitar danificação é fechando o registro do tanque que vai para a placa e o registro da placa que volta para o tanque. “É possível fechar esses dois registros e abrir outro registro próximo da placa, e esvaziar a água das placas. Só que no dia seguinte é preciso fazer o trabalho inverso – fechar o registro que está próximo das placas e abrir os dois registros que saem do tanque para as placas”.

Além disso, segundo ele, os clientes já podem comprar placas que não congelam. São coletores solares que suportam até 15 graus negativos.

Baumgartner afirma também que existem válvulas anticongelamentos e placas com dispositivo interno que evitam o congelamento até 19 graus negativos. Outras possibilidades ainda são placas construídas com materiais mais resistentes, como inox e tubo de vácuo.

 

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